Provavelmente nunca ouviu falar de Neil Papworth, embora há 23 anos atrás tenha feito algo que revolucionou a forma como nos comunicamos. Algumas pessoas diriam mesmo que mudou a nossa vida de forma irreversível.
Papworth é o pai das mensagens de texto. A 3 de Dezembro de 1992, enviou a primeira mensagem de texto de sempre. Como nessa altura os telefones ainda não tinham teclado, Papworth escreveu a mensagem num computador. A mensagem de texto dizia “Merry Christmas” (“Feliz Natal”) e foi enviada para Richard Jarvis da Vodafone, que estava numa festa de Natal no seu escritório.
Nessa altura, Papworth pertencia à equipa de Sema Group Telecoms que estava a desenvolver um serviço de mensagens (Short Message Service Center – SMSC) para a Vodafone UK e tinham sido escolhidos para colocar esse serviço a funcionar nas sas instalações.
“Ninguém fazia ideia do quão grande o fenómeno das mensagens de texto se ia tornar” Papworth afirmou no seu website. As mensagens de texto são um negócio anual de 251 biliões de dólares, segundo a Portio Research, que tem acompanhado o mercado das mensagens de texto há mais de uma década. É estimado que as mensagens de texto gerem 1279 triliões de dólares em receitas entre o período de previsão de 2014-2018 estudado no Portio report.
Mas, pondo de lado os aspetos comerciais, as mensagens de texto alteraram a forma como comunicamos uns com os outros. A Pew Research observou que enviar mensagens de texto é a forma predileta que os jovens utilizam para comunicar com os seus amigos mais chegados.
Papworth comentou com o The Huffington Post que o aniversário da sua famosa mensagem de texto deste ano voltou a apanhá-lo desprevenido e adiantou que não acredita ter dado início à revolução das mensagens de texto, mas que ajudou a torná-la bem sucedida.
Papworth disse ainda que acha interessante que as mensagens de texto, que inicialmente tinham como objetivo ser um upgrade ao pager, acabaram por se tornar num método universal de comunicação conveniente, rápido e não-intrusivo, que podem ser enviadas a qualquer altura. Ainda mais espantoso é o facto de que pessoas de todo o mundo ainda o usem, com o mesmo propósito, todos os dias, porque não necessita de um smartphone, de um plano de dados ou de um hotspot de WiFi.
03.12.2015
Fonte: http://www.huffingtonpost.com/
